HOUSE M.D. é hoje a série de televisão mais assistida em todo o mundo. A força de seus personagens e a complexidade dos casos são ingredientes fundamentais para o seu sucesso, mas certamente o segredo da série está na forma com que os dilemas morais são tratados ali, sempre com muita polêmica e de forma a despertar os sentimentos mais diversos e inesperados nos espectadores, principalmente graças à espetacular atuação de Hugh “House” Laurie.
Pois bem. O fato é que me deixei levar pela série também, e algumas “fichas” bastante interessantes acabaram caindo na minha cachola graças a ela. Vejamos…
1) Seja você: Óbvio? Piegas? Sim, mas e na prática? House toca guitarra em pleno hospital !!! Este e tantos outros exemplos dele, além de serem claros exemplos de autenticidade nos levam à seguinte pergunta: o que fazemos no nosso dia a dia pra transformar o ambiente à nossa volta em algo mais sincero e mais afinado com nossos próprios desejos?
2) O mundo pertence aos provocadores: House enerva todo mundo sem dó nem piedade e busca sempre uma forma de surpreender as pessoas à sua volta (mais negativamente, no caso…). Ruim? Condenável? Talvez, mas essa provocação mostra facetas da essência das pessoas que na maior parte das vezes não seriam mostradas. E nesse ponto reside parte do conceito de “verdade”…
3) Mande os padrões “praquele” lugar: Você já percebeu que os “rótulos” da sociedade fazem muito mais mal do que bem? E você já percebeu também o quanto a gente acaba se deixando “asfixiar” por estes padrões, que muitas vezes acabam se transformando em verdadeiros obstáculos? É preciso desafiar estes conceitos, e para isso é preciso que você…
4) Tenha vontade de mudar: romper padrões não é coisa pra qualquer um. É preciso ter uma “vontade apaixonante” de querer mudar as situações à sua volta, ao ponto de se querer passar por cima de morais ou comportamentos-padrão apenas para buscar os seus objetivos (muito embora – e deixemos isso bem claro – alguns dos objetivos do House não são exatamente bons…). E para mudar é preciso…
5) Coragem, muita coragem: House exercita a própria coragem de uma forma tão forte, mas tão forte, que isso chega a ser natural na personalidade dele, e não há dúvida que é essa coragem que o faz ser tão autêntico…
6) É muito importante ter objetivos nobres: na série, House nos mostra isso de duas formas diferentes, ou seja, tanto da forma positiva (buscando a cura das doenças a qualquer custo) quanto na negativa (através de como NÃO ser, ou seja… bom, seu mau-caratismo puro…);
7) Alguém não lhe entende? Problema dele(a) !!! Este é um dos temas mais recorrentes da série. Frequentemente os colegas de House não entendem e buscam até criticar as posturas dele. Algumas tem seu cabimento, é claro, mas outras na verdade são apenas fruto da incrompreensão que as pessoas tem de sua natureza. E não há que se negar que House é autêntico quanto a respeitar sua própria essência e buscar sempre a própria felicidade…
Não se distancie de si mesmo(a): Novamente a questão da autenticidade. Se distanciar de si mesmo, no final das contas e pra encurtar a história, é se distanciar do que lhe faz feliz… e falando francamente, até que ponto vale à pena viver infeliz?
9) Nem sempre o que é bom é justo: Aliás, GERALMENTE o que é bom acaba não será justo pra alguem. Isso fica claro em “House”, principalmente quando acontece alguma coisa que pede uma decisão arriscada. Isso acontece também na nossa vida, afinal de contas não dá pra agradar a gregos e troianos sempre…
10) Pense sempre em como ser feliz e em como ser melhor a cada dia: Esse é o primeiro passo. Agir é o segundo…
Nesta semana trago para suas reflexões algumas frases do genial escritor russo FIÓDOR DOSTOIÉVSKI, tido como o pai do existencialismo contemporâneo, e autor da cébebre obra “Crime e Castigo”, que inclusive é um dos livros prediletos do Presidente Ikeda. Vamos então às citações:
“Nós somos cidadãos da eternidade.” “Sofrer e chorar significa viver.” “A situação mais simpática é aquela em que as pessoas não se envergonham umas das outras, mas agem franca e abertamente. E para que enganar-se? É a mais vã e imprudente das ocupações.”“Todos somos responsáveis de tudo, perante todos.” “Se queres vencer o mundo inteiro, vence a ti mesmo”. “O homem é infeliz porque não sabe que é feliz, só por isso.” “Coração é coração, mas nem por isso é preciso ser paspalhão.” “Para mim não existe idéia superior à de que Deus não existe. Tenho atrás de mim a história da humanidade. O homem não tem feito outra coisa senão inventar um deus, para viver sem se matar.” “A delicadeza e a dignidade é o próprio coração que ensina e não um mestre de dança”“Quanto mais capaz é o homem de responder ao histórico e universalmente humano tanto mais profundo é o seu temperamento, tanto mais rica a sua vida e tanto mais apto ele próprio para progredir e evoluir”.
Geralmente eu costumo criticar as grandes empresas por seus abusos, aqui no Conspirações. Mas também – e por uma questão de justiça – procuro na medida do possível ressaltar as boas ações destas mesmas empresas, quando aparece uma boa idéia capaz de transformar a sociedade pra melhor.
E uma dessas idéias veio da Volkswagen, através da “Teoria da Diversão”, um site dedicado ao – segundo o próprio site - “pensamento de que algo tão simples quanto divertido é a forma mais fácil para mudar o comportamento das pessoas pra melhor. Seja por você mesmo, pelo ambiente ou por algo totalmente diferente, a única coisa que importa é que ele seja uma mudança pra melhor.”
Idéias fantásticas já foram colocadas no site, dentre elas uma escada de metrô cujos degraus são notas de um piano… e que tocam sua respectiva nota conforme são pisadas!!! Pra quem quiser checar, o site é o www.thefuntheory.com .
Aliás, a gente bem que poderia criar uma “Teoria da Diversão” mesmo, algo como um teorema, né? Seria interessante desenvolver essa teoria, e atestar a praticidade disso de forma que a gente possa entender a aplicabilidade disso no dia-a-dia…
Hum… vou pensar com carinho nisso, mas neste meio tempo, se você tiver alguma sugestão a respeito por favor diga aí…
O site oficial do Prêmio Nobel diz que, após a morte de Alfred Nobel ocorrida em 10 de dezembro de 1896, foi descoberto um testamento dele indicando que a maior parte de sua fortuna deveria ser destinada à criação de cinco prêmios, dentre os quais um deveria ser dedicado a questões de paz.
Neste testamento, Nobel diz que o Prêmio da Paz deveria ser concedido à pessoa que “tiver desempenhado o maior ou melhor trabalho em prol da fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução dos efetivos dos exércitos ou pelo estabelecimento de conferências de paz” (tradução minha).
E é justamente por isso é que, a meu ver, a indicação e premiação de Obama para o Nobel da Paz de 2009 tem sido alvo de tanta polêmica.
A questão aqui é a seguinte: Será que Obama efetivamente FEZ algo que o qualificasse para receber tão prestigiada premiação?
Ainda de acordo com o site oficial dos Prêmios Nobel, Obama foi contemplado devido a “seus extraordinários esforços para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos”, e, no press release divulgado pelo Comitê responsável pela premiação, consta tambem que “como presidente, Obama criou um novo clima na política internacional. A diplomacia multilateral recuperou uma posição central, com ênfase no papel que os Estados Unidos e outras instituições internacionais podem desempenhar. O diálogo e as negociações encontram-se como instrumentos prioritários para a resolução até dos mais difíceis conflitos internacionais. A visão de um mundo livre de armas nucleares tem estimulado negociações buscando o desarmamento e o controle de armas. Graças à iniciativa de Obama, os Estados Unidos estão agora desempenhando um papel mais construtivo quanto à discussão dos grandes desafios climáticos que o mundo está confrontando. A democracia e os direitos humanos apontam por seu fortalecimento” (tradução minha).
Ok. Legal. Mas onde está a eficácia de suas ações? E onde está a concretização do “maior ou melhor trabalho” em prol da paz, nisso tudo???
Concordo totalmente com o teor destas palavras do Comitê, MAS acho que a falta de resultados prática nos obriga a concluir que ainda é cedo para que Obama fosse um verdadeiro merecedor do Nobel da Paz. Seus esforços são, sim, louváveis em prol da paz mundial, mas ainda não vi estes esforços se converterem em resultados concretos, palpáveis, e para mim esta falta de resultados não o credenciaria a receber o título. E é por isso, então, que tendo a discordar do prêmio concedido ao Obama.
Existe, entretanto, algo mais que a gente precisa considerar, ainda mais no atual momento pelo que todos passamos.
O mundo clama por paz e por mudanças. Algo precisa ser feito urgentemente, começando por uma nova forma de diálogo multilateral e por um reaquecimento nas relações internacionais no sentido de que estas possam se tornar mais transparentes e direitas.
O advento de Obama como presidente dos EUA certamente fez com que isso acontecesse, o que enche o mundo de esperança. E essa nova “onda” não apenas era mais do que necessária, mas também fundamental como uma semente para – assim espero – o início ou desenvolvimento de diversas negociações e ações com vistas à concretização da paz.
Resumindo a ópera: tecnicamente acho que Obama não deveria ganhar o Nobel da Paz. Mas (quer saber?) esse prêmio não poderia ter vindo em melhor hora para o planeta…
Que grata surpresa ter encontrado o SLICING UP EYEBALLS, um fantástico site sobre novidades (?) referentes ao mundo do rock inglês dos anos 80!!!
Nele você poderá encontrar não apenas o que os antigos roqueiros daquela época estão fazendo hoje, como também novidades, relançamentos, entrevistas, notícas e muito mais, tudo relacionado com esta época que tanto marcou as vidas de muitas pessoas (inclusive a minha!!!!!!).
É muito fácil encontrarmos hoje, sobretudo na internet, diversas notícias e estudos sobre os efeitos nocivos do estresse profissional sobre a saúde humana. É também cada vez mais comum, inclusive e infelizmente, ouvirmos relatos de pessoas que já tiveram problemas de saúde causados por pressões de natureza profissional, sobretudo gastrites, arritmias cardíacas e dores de cabeça, sintomas estes que são de fato os mais frequentes na associação entre a saúde e o estresse profissional.
Ocorre, entretanto, que a ganância das grandes empresas, – traduzidas em sua obstinada busca por crescimento e por ganhos financeiros cada vez maiores – tem feito com que os principais executivos destas empresas passassem a exigir cada vez mais de seus subordinados, tanto em termos de comprometimento quanto em horas trabalhadas e atingimento de metas, dentre outros, conduta esta que chega ao ponto do que podemos denominar de “mais absoluto desprezo aos valores humanos”.
Este tipo de conduta atingiu um novo patamar em setembro de 2009, quando uma “onda” de vinte e quatro SUICÍDIOS ocorreu na França, todos eles cometidos por funcionários da empresa France Telecom e que, segundo notas deixados por alguns e por fatos testemunhados por outros funcionários, teriam sido praticados pelo simples fato de não mais conseguirem suportar, estes suicidas (que prefiro chamar de vítimas), as crescentes pressões por metas impostas pela empresa francesa.
A France Telecom era uma estatal, que mais tarde veio a ser privatizada. Seus funcionários, provavelmente desacostumados com as idas e vindas do competitivo “mercado privado” (e que a meu ver devem provavelmente constituir uma maioria na Companhia), não souberam suportar estes excessos corporativos cada vez mais frequentes hoje em dia.
Independente de ser ela um ex-estatal ou não, o fato é que NENHUMA CORPORAÇÃO TEM O DIREITO DE EXIGIR DE SEUS FUNCIONÁRIOS MAIS DO QUE A LEI OBRIGA, NEM PODE COAGIR SEUS FUNCIONÁRIOS MORALMENTE PARA QUALQUER TIPO DE FINALIDADE.
E aí ficam várias perguntas:
- Onde estava o Sindicato dos empregados, que nada fez para pressionar a Companhia a se abster destas práticas (que podem ser chamadas de) desumanas?
- Onde estavam os órgãos públicos de fiscalização do trabalho franceses, que não tomaram providências com o início da onda de suicídios?
- Porque até este momento o presidente da Companhia não deixou o cargo, (apenas um vice-presidente saiu)?
O mais importante seria que a própria France Telecom assumisse o erro por sua conduta exagerada, mas sabemos que isso inexiste no mundo corporativo, infelizmente. Tomara, aliás, que isso mude no longo prazo.
De qualquer forma, espero que sejam propostas as ações cabíveis contra a empresa, de forma a que praticas moralmente predatórias como esta deixem de ser realidade não apenas na França, mas também no mundo…
Anos atrás eu recebi um belíssimo e-mail sobre a “elegância do comportamento”, de autoria anônima. Inspirado pelo post do BLUE MOON (tks, sis!) e tambem como uma homenagem às minhas queridas três irmãs, publico agora esta mensagem, para sua (quem sabe?) inspiração…
“As pessoas geralmente se preocupam com a aparência física e se esmeram para mostrar uma certa elegância, de acordo com suas possibilidades.
Isso é natural do ser humano. Tanto que muitos buscam escolas que ensinam boas maneiras.
No entanto, existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais corriqueiras, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto: é uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas de boca em boca.
É possível detectá-la também nas pessoas que não usam um tom superior de voz. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É uma elegância que se pode observar em pessoas pontuais, que respeitam o tempo dos outros e seu próprio tempo.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. É quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não.
É elegante não ficar espaçoso demais. Não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, cargo e jóias não substituem a elegância do gesto. Não há livro de etiqueta que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo e a viver nele sem arrogância.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A pessoa de comportamento elegante fala no mesmo tom de voz com todos os indivíduos, indistintamente.
Ter comportamento elegante é ser gentil sem afetação.
É ser amigo sem conivência negativa.
Ser sincero sem agressividade.
É ser humilde sem relaxamento.
Ser cordial sem fingimento.
É ser simples com sobriedade.
É ter capacidade de perdoar sem fazer alarde.
É superar dificuldades com fé e coragem.
É saber desarmar a violência com mansuetude e alcançar a vitória sem se vangloriar.
Enfim, elegância de comportamento não é algo que se tem, é algo que se é.
Pense nisso!
Mais do que decorar regras de etiqueta e elaborar gestos ensaiados, é preciso desenvolver a verdadeira elegância de comportamento.
Importante que cada gesto seja sincero, que cada atitude tenha sobriedade.
A verdadeira elegância é a do caráter, porque procede da essência do ser…”
Hoje de manhã eu ouvi uma notícia do Heródoto Barbeiro, na CBN, dando conta do avanço absurdo do crescimento demográfico no mundo nas últimas décadas. Segundo essa reportagem, a quantidade de pessoas no mundo tem crescido num ritmo frenético nas últimas décadas, de uma forma tal que, enquanto foram necessários 130 anos para que a humanidade passasse de um para dois bilhões de pessoas (1800 a 1930), foram necessários APENAS DOZE ANOS para que saltássemos de cinco para seis bilhões (1987 a 1999).
Segue um quadro explicativo disso, abaixo:
Isso foi produto, é claro, dos avanços na área da saúde, nas tecnologias aplicadas à agricultura e nos movimentos de paz vistos em todo o mundo.
Até aí, beleza.
O problema é que o mundo SIMPLESMENTE NÃO VAI COMPORTAR tanta gente e tanta boca pra alimentar. Isso é um fato, ainda mais com o predomínio dos interesses capitalistas que infelizmente vemos hoje em dia no mundo, que excluem tantos miseráveis sem condições de vida minimamente dignas no mundo – já que, afinal, a agricultura comercial atual não busca essas pessoas “sem poder aquisitivo”…
O ideal seria o aumento nas áreas irrigadas do mundo, aliado a combates de desertificação e a outros projetos – o que garantiria a alimentação dessa população crescente – mas como isso não tem a MENOR possibilidade de ocorrer a curto ou médio prazo, devido principalmente a interesses (ou falta de interesses) políticos e econômicos (mais uma vez, infelizmente), o que nos resta é mesmo o controle deste crescimento demográfico global.
E para isso, o que deve ser feito? Bem, as formas mais rápidas são a doença e a guerra. Mas estes certamente não são os caminhos que queremos.
O que resta, então, é a questão do controle de natalidade, e aí sim entra a questão sobre termos ou não filhos.
Uma coisa legal que tenho percebido hoje em dia é que esta deixando de ser tabu aquela história de “casou, agora vem os filhos”, tão comum de ouvirmos por aí. Ou seja, é cada vez mais comum os casais decidirem simplesmente não ter filhos. E ah, cabe aqui relembrar que o objetivo maior da procriação é garantir a manutenção da espécie, ou seja, se alguns casais não tiverem filhos isso não significará o final da espécie humana…
Mas se existem vantagens em não se ter filhos – principalmente nos aspectos financeiro, de viver em casal e de administração do tempo – tambem há desvantagens, principalmente porque a ausência de filhos deixa a casa mais “vazia” e tambem porque isto não cria o conceito tradicional de “família”, com pais e filhos.
Qual a solução, então? A meu ver o ideal estaria próximo da solução chinesa para a questão, com apenas um filho por casal, o que permitiria uma redução gradual do crescimento populacional.
Mas enfim, certamente esta é uma questão bastante profunda e que merece muuuitas considerações. Não pretendo buscar uma resposta imutável para esta questão, mas sim jogar sobre ela alguma luz, para estimular novas reflexões sobre o tema, que é cada vez mais importante para nosso futuro.
Fica a questão, portanto, para as opiniões de vocês…
Leitores amigos, estou cobrindo em tempo real a abertura da 67a. Assembléia das Nações Unidas, em Nova York, e coloco em primeira mão algumas impressões sobre os discursos ouvidos hoje.
A Assembléia da ONU é muito importante, pois dita tendências para os rumos futuros das relações internacionais, o que certamente acabará afetando nossas vidas a longo prazo.
Tradicionalmente, o primeiro país a falar é o Brasil. Vejamos então:
- Brasil: o presidente Lula fez um discurso bastante propagandístico de seu governo, mas este fato negativo foi contrabalançado pelas pertinentes observações que fez em prol do desarmamento nuclear, e tambem contra os subsídios agrícolas dos países desenvolvidos. Lula tambem pediu maior comprometimento destes países às metas de redução de emissões de carbono, e tambem o aprofundamento nas conversações de paz envolvendo nações mais conflituosas, numa clara alusão ao Irã, ao Afeganistão e à Coréia do Norte;
- Estados Unidos: o presidente e cavaleiro Jedi nas horas vagas Barack Obama fez indicou tambem sua preocupação com a redução dos arsenais nucleares, mas num tom de discurso bastante idealista e vago. Merece especial menção a constatação de que estamos entrando em uma “nova era de compromissos”, e destacou a necessidade de que o mundo atual se desenvolva a partir de 4 pilares: desarmamento nuclear, busca de uma paz mundial baseada no respeito e no diálogo (a questão da paz entre Israelenses e Palestinos foi bastante aplaudida), o compromentimento de todos com a preservação ambiental, e a criação de oportunidades econômicas para todos;
- Irã: o presidente (e, conforme decretado pela comunidade internacional, secreto Lorde Sith de plantão) Ahmadinejad afirmou que não está priorizando o desenvolvimento de um arsenal nuclear, mas que, por outro lado, não se comprometeu a evitá-la (ou seja, praticamente afirmou que vai continuar com seu programa nuclear). Daí pra frente o discurso ficou ainda pior, ou seja, ele atacou frontalmente Israel e os EUA, valendo-se (de forma totalmente burra e errônea) daquela tribuna internacional para atiçar ainda mais a comunidade internacional (nota: logo depois do discurso Obama manifestou sua intenção de endurecer definitivamente as relações americanas com o Irã, o que pode gerar efeitos terríveis para a paz no mundo).
- Líbia: o presidente Muamar Gadafi, que aparentemente preparou seu descurso em um papel de pão (duvida? Veja as resenhas e fotos dele na ONU que estão já na internet e veja o absurdo…), ficou o tempo todo defendendo a soberania de seu país e a necessidade da luta do povo palestino contra as ‘agressões estrangeiras’. Ele também fez uma séria crítica ao dizer “nós não temos a ONU conosco” ( várias interpretações podem ser feitas a partir dessa declaração, aliás). Gadafi também acusou a comunidade internacional de estar despejando lixo tóxico na costa da Somália, declarou que o povo árabe não pratica ‘atos de hostilidade’ (comecei a rir nessa hora), e que (essa parte foi legal) ‘vai chegar um dia em que Israel vai precisar da ajuda do povo árabe, e nesta hora o povo árabe lhes dará a proteção de que necessitam’. Ao final do discurso (ah, mas ESSA sim foi engraçada!!!), Gadafi chacoalhou os punhos para o alto em posição de “eu sou o vencedor”, e arrancou risos de toda a Assembléia;
Estes foram os primeiros discursos do dia, e ao menos apontam uma “agenda comum de prioridades”, com especial (e até que positiva) ênfase à necessidade de aprofundamento do diálogo internacional, rumo a uma concreta paz mundial (qualquer relação com as Propostas de Paz anualmente enviadas por Daisaku Ikeda à ONU NÃO é mera coincidência… rsrsrs…), mas também é certo que os países de “menor voz” precisarão ser ouvidos mais atentamente, para que possamos realmente ter um mundo mais equilibrado e justo.
Somando-se a isto as reiteradas preocupações com o meio ambiente e com o reequilibrio da economia global, acho que estamos vendo hoje um razoável (novo) ponto de partida. Vamos ver se os próximos passos (principalmente a partir do Encontro de Copenhagen sobre Meio Ambiente, que ocorrerá em novembro) vão, de fato, corresponder a estas esperanças…
Que filme maravilhoso! O longa de animação da Pixar/Disney pode não ser o mais engraçado, nem ser o mais diferente e inusitado de todos os seus filmes, mas com certeza é, dentre todas as suas histórias, o que trata dos assuntos mais delicados e profundos sobre a vida – neste caso, os filhos que tem pais ausentes, e os idosos que perdem seu par em um certo momento da vida e acham que não tem nada mais a fazer senão esperar pela morte…
Não vou entrar em detalhes pra não estragar surpresas do roteiro, mas digo que é um filme que TODOS devem ver, independente da idade. Vale à pena.