“Vocês são capazes de sonhos tão belos, e de pesadelos tão horríveis. Vocês se sentem muito perdidos, muito sozinhos, mas na verdade não estão. Afinal, mesmo com todas as nossas buscas, a única coisa que sabemos ser capaz de preencher este vazio é termos uns aos outros…” (adaptação do filme “Contato”, escrito por Carl Sagan)
Para pensar…
Publicado por Fabricio Pessoa em 22 fevereiro, 2012
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Mudando valores no mundo corporativo
Publicado por Fabricio Pessoa em 15 novembro, 2011
Você ouviu ou leu algo sobre os participantes dos movimentos “Ocupem Wall Street” ou “The 99 Percent” (site oficial clicando aqui)? Provavelmente não, ou muito pouco, certo?
Isso não é de se espantar, afinal de contas estes protestos têm como objetivo sensibilizar os principais responsáveis pela economia mundial – ou seja, os executivos que fazem parte da cadeia de controle dos canais de mídia, bancos e corporações do mundo – repensem a forma com que interferem na distribuição de renda mundial.
Este movimento é feito por pessoas que desejam, no fundo e com exceção dos extremistas de plantão, não apenas atuar como um bando de “Robin Hoods” do mundo capitalista, mas sim fazer com que todos possam refletir sobre os valores que hoje estão movendo o mundo, e sobre o quanto eles precisam mudar.
Estes valores se resumem principalmente numa mudança de ótica, no que tange à finalidade do processo produtivo industrial. É preciso que o principal objetivo das empresas saia do “ter” e passe a buscar um verdadeiro “ser”. E este “ser” não deve ser entendido como uma mera continuidade de atividades, e sim uma procura constante de melhoria nas relações humanas, indo além do discurso marqueteiro e das ações ambientalóides, e buscando de fato compartilhar resultados e ações com o objetivo de criar novos diálogos, melhorar e inspirar positivamente a vida de seus empregados, investidores e consumidores.
Pensando nisto, e para que o CONSPIRAÇÕES passe a integrar de uma forma mais aberta os movimentos acima, segue abaixo uma lista de recomendações – meu lado revoltado queria muito falar em “exigências”, mas estou muito longe de poder exigir algo dessa gente, rsrsrs… – para que bancos, mídias e empresas atuem neste processo de uma forma realmente transparente e colaborativa para a (re)construção de uma sociedade verdadeiramente humanista. Aí vai:
- Fim do conceito de “externalidade” em procedimentos contábeis de qualquer espécie (se você não sabe o que é externalidade, assista ao imperdível “The Corporation”);
- Ampliação dos parâmetros da Lei Sarbannes-Oxley (SOX), abrangendo auditorias referentes ao impactos sociais e culturais das fábricas nas localizades em que se encontram;
- Celebração de um tratado internacional estabelecendo a destinação de um mínimo dos lucros das empresas para distribuição entre os seus funcionários, na proporção de cada grau de escolaridade;
- Criação de um sistema de auto-regulação, para fiscalização da efetividade das ações ambientais feitas pelas empresas, onde apenas após o aval deste sistema estas ações poderiam ser divulgadas e ser utilizadas como subsídios tributários;
- Estímulo à transparência corporativa, de forma a que as corporações sejam obrigadas a publicar o processo de escolha de seus principais dirigentes na internet;
- Reavivar a fiscalização do trabalho nos países, estimulando o aumento na fiscalização dos órgãos de controle junto às empresas, sobretudo para verificação das condições de trabalho, da prestação de horas extras não remuneradas e das ações corporativas que impactam seus aposentados e os dependentes de seus empregados;
- Promover parcerias entre os poderes públicos e as empresas, nos quais estas últimas se comprometeriam a divulgar as suas margens de lucro, referentes a produtos específicos, em troca de benefícios na exportação ou na sua publicidade.
Se você gostou, ajude a divulgar, repassando este texto para seus amigos e para empresas. E se tiver sugestões para esta lista, mande pra gente, que a adicionaremos com o devido crédito.
Vamos mudar o que está aí…
Obrigado!

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Transformando o “Dia dos Mortos” num dia pela vida e pelo futuro
Publicado por Fabricio Pessoa em 2 novembro, 2011
O dia de finados existe desde 998 DC, quando um abade do mosteiro beneditino de Cluny, na França, determinou que os monges rezassem por todos os mortos, de todos os lugares e de todos os tempos, sempre em 02 de novembro. Quatro séculos depois, o Papa da época adotou a data como o dia de Finados, para a Igreja Católica.
Não sou católico, e minha prática religiosa destina uma pequena parte de TODOS os dias à oração pelos falecidos. Trazendo isso pro dia a dia, acho que o mais importante ato que se pode fazer em homenagem aos que se foram é manifestar uma profunda gratidão pelo que eles fizeram, e retribuir com atos capazes de engrandecer a sua memória.
Infelizmente, no mundo de hoje vemos muito poucas ações neste sentido. O mundo predominantemente egoísta e materialista em que estamos, onde o egoísmo e a indiferença pelo próximo vêm cada vez mais ameaçando as relações humanas, não apenas acaba desmerecendo os esforços de nossos antepassados como também tende a deixar uma base muito frágil para as próximas gerações.
Sugiro que o dia de finados seja um dia de reflexão não apenas sobre o que os falecidos fizeram para nós, mas principalmente sobre quais ações devemos empreender para transformar o mundo, em continuação ao seu legado e em retribuição a estes débitos de gratidão.
Agir assim demanda uma série de transformações na nossa maneira de pensar e de agir, e por isso mesmo esta mudança de atitude requer muita coragem, diálogo, paciência e esforço, mas sem dúvida é a melhor, senão única, maneira de reverter os valores da maioria do mundo de hoje.
Pense nisso. E por favor, aja para mudar…
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JEDICON 2011 – é neste sábado!
Publicado por Fabricio Pessoa em 26 setembro, 2011
No próximo sábado, dia 1º de outubro de 2011, os fãs poderão mais uma vez reviver a emoção dos filmes da saga STAR WARS, encontrar seus personagens preferidos, amigos e muita gente legal, num espaço totalmente dedicado aos filmes, séries, jogos, livros e HQ’s, num dos eventos sci-fi mais aguardados do ano!
Prepare seu cosplay, chame os amigos, arme-se do seu melhor sorriso e venha
curtir a JEDICON SÃO PAULO 2011!
Nos vemos lá!
O QUÊ: JEDICON SÃO PAULO 2011 – Convenção de Fãs da Saga ‘Guerra nas
Estrelas’ (Star Wars).
QUANDO: Dia 1º de Outubro de 2011 – das 10h00 às 18h00.
ONDE: Na APCD – Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas – Rua Voluntários da Pátria, nº 547 – Santana – Ao lado da Estação
Portuguesa-Tietê do Metrô (Linha Azul).
QUANTO: R$ 20,00 (Vinte Reais) + 01 Kilo de alimento não perecível (para doação).

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Pais ausentes, filhos delinquentes
Publicado por Fabricio Pessoa em 12 agosto, 2011
(parte 14 da série As Faces da Ganância)
Nas últimas décadas – e mais exatamente desde o início da década de 80 – cada vez mais alertas têm sido emitidos por especialistas em educação familiar no sentido de que os pais tem sido cada vez mais ausentes na educação de seus filhos, e que tais ausências fatalmente acarretariam na depreciação de valores sociais.
Vários fatores contribuíram para esta situação, mas a situação parece estar chegando ao fundo do poço.
Em agosto de 2011, uma série de saques e atos de vandalismo varreu a Inglaterra, causando espanto não apenas no país mas em todo o mundo. Segundo noticiado, o estopim de tudo teria sido a morte de um rapaz negro em Tottenhan, mas as demais ações parecem não terem conexão com esta morte.
A mais triste representação destes conflitos, podemos dizer, foi a notícia divulgada pelo The Guardian da prisão da jovem Chelsea Ives, de 18 anos, escolhida para ser o “símbolo” da Olimpíada de 2012. Chelsea foi presa após saquear uma loja de celulares e ter atirado tijolos em um carro de polícia. E foi denunciada à polícia pelos próprios pais.
Estes atos tiveram início após comunicações trocadas via redes sociais, o que mostra como, de fato, não há controle do que os jovens pensam, lêem e escrevem na internet. Entretanto, mais do que esta falta de controle, o mais importante a ser percebido nesta questão é que parte dos problemas que decorrem da delinqüência juvenil pode ser atribuída também aos pais que não se preocupam com o diálogo, não estabelecem regras de conduta precisas, não acompanham o desenvolvimento de seus filhos e que não se esforçam em incutir valores morais sólidos, no ambiente familiar.
Omissões (ou erros) de criação como estes, ao longo do tempo, acabam fazendo com que os jovens se desenvolvam sem critérios de escolha socialmente adequados, o que os tornam presas fáceis para as manobras de massa, para o consumismo sem escrúpulos, e enfim, para o egoísmo absoluto.
A situação se complica ainda mais, no mundo de hoje, já que é enorme a dificuldade em se filtrar as comunicações e as informações acessíveis aos jovens via TV, celulares, internet e outras mídias. O governo pode buscar medidas de controle, mas é na família – e, portanto, em primeiro lugar pelos exemplos dos pais – que os valores fundamentais dos jovens devem ser criados.
Em suma, cabe aos pais – antes do governo, das escolas e das prisões – se conscientizarem desta necessidade, e dedicarem uma parcela maior de suas vidas à instrução dos seus filhos, caso contrário a ordem social só tenderá a ruir ainda mais…

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“Sigilo” para propostas nas licitações para a Copa??? Que história é esta???
Publicado por Fabricio Pessoa em 16 junho, 2011
A nossa “nobre” Câmara dos Deputados aprovou ontem um projeto, referente às obras da Copa do Mundo no Brasil, que pode não parecer muito importante para o seu dia a dia, mas que na verdade é uma SÉRIA OFENSA à Constituição, e sobretudo ao SEU bolso, caro/a contribuinte!
De acordo com o projeto aprovado para conversão da Medida Provisória 527/2011 – a qual tinha texto original TOTALMENTE DIFERENTE, o que por si só já levanta suspeitas quanto à técnica legislativa utilizada para a sua aprovação – foram criadas regras específicas para licitações de obras e serviços relacionados às copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014) e às Olimpíadas e Paraolimpíadas (2016), num novo sistema batizado de “Regime Diferenciado de Contratações”.
A confusão começa quando se tenta localizar o texto alterado no site da Câmara dos Deputados (em www.camara.gov.br). Simplemente é IMPOSSÍVEL achar a íntegra destas alterações – no máximo, se consegue achar um quadro contendo as principais alterações do tal RDCP, disponível neste link .
Não é estranho que NO PRÓPRIO SITE DA CÂMARA seja tão difícil encontrar esta norma?
Pois bem, já neste quadro podemos ver várias alterações no sistema de licitações hoje vigente no Brasil que podem ser entendidas como inconstitucionais, como:
- “padronização” do objeto da licitação, o que direciona a licitação, podendo restringi-la tanto que pode acontecer de apenas um fornecedor ter condições de atender exatamente ao que o edital determina;
- “bônus” por desempenho: ora, se a lei determina a estipulação de prazo para o cumprimento da obra e impõe a aplicação de multas no caso de seu descumprimento, porquê conceder “bônus” caso ela seja pontual nas suas obrigações?
Só isso já nos permite concluir que esta nova/velha MP fere os princípios administrativos da impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência da administração pública…
…mas há um outro item que – esse sim! – é a “cereja do bolo” da ilegalidade.
Conforme notificado pela imprensa – vide matéria aqui – o projeto também permite que, nas licitações envolvendo a Copa do Mundo de 2014, as propostas dos licitantes sejam MANTIDAS EM SIGILO!!!
E o princípio da publicidade dos atos administrativos, fica aonde???
E outra pergunta: a quem interessa que as propostas sejam sigilosas???
Bem, está na cara que esta maracutaia tem por objetivo TIRAR DA POPULAÇÃO O DIREITO DE VER COMO SEU DINHEIRO ESTÁ SENDO GASTO! E mais: esta manobra só confirma a “previsão” que eu fiz tempos atrás, de que O GOVERNO IRIA DEIXAR AS OBRAS PARADAS ATÉ A ÚLTIMA HORA, PRA ENTÃO APROVAR EM REGIME DE URGÊNCIA UMA FORMA DE SUPERFATURAR TUDO!!! Taí o resultado…
Enfim, atos como este, de nossa cada vez mais deprimente Câmara Federal, só vem mostrar o quanto os Deputados Federais só tem se preocupado em atender a interesses “menores” do que aqueles do povo em geral, agindo de forma ILEGAL e contrariamente aos interesses do país.
Feita a denúncia, cabe aos nossos órgãos de fiscalização deste corrupto Legislativo – e sobretudo o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal – cumprir com seus deveres, e impedir que este desrespeito à Constituição e ao povo brasileiros seja concretizado.
Vejamos o que ocorrerá…

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As doutrinas da alienação
Publicado por Fabricio Pessoa em 29 maio, 2011
(Parte 13 da série As Faces da Ganância – com colaboração)
Uma das mais intrigantes histórias da filosofia em todos os tempos é aquela sobre as sombras da caverna, criada por Platão.
Ela é mais ou menos assim: Numa caverna haviam pessoas que nasceram e passaram toda a vida ali, acorrentadas e forçadas a olhar somente a parede do fundo da caverna, na qual eram projetadas sombras do mundo exterior, por um feixe de luz que passava por uma fresta da caverna.
Pelas paredes da caverna também ecoavam sons que vinham de fora, e os prisioneiros as associavam às sombras, de modo a julgá-las como vivas e reais.
Um dos prisioneiros conseguiu se libertar e, movendo-se aos poucos, saiu da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, mas também percebendo toda a realidade do mundo.
E aí reside o dilema: caso decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, ele correrá, segundo Platão, sérios riscos – desde ser simplesmente ignorado até ser agarrado e morto por eles, caso estes o tomarem por um louco e mentiroso.
Transpondo este mito para a nossa realidade, é como se você acreditasse, desde que nasceu, que o mundo é de um determinado modo, e então alguém surge e lhe diz que quase tudo aquilo é falso, é parcial, e tenta lhe mostrar novos conceitos, totalmente diferentes.
Foi justamente por razões como essa que Sócrates foi morto pelos cidadãos de Atenas, inspirando Platão à escrita da Alegoria da Caverna, pela qual ele nos convida a imaginar que as coisas afeitas à existência humana podem ocorrer, comparavelmente, à situação da caverna, ou seja: por causa de falsas crenças, os homens ficam acorrentados a preconceitos, ideias enganosas e, por causa disso tudo, permanecem inertes em suas vidas pequenas e restritas a poucas possibilidades.
É exatamente isso que têm acontecido no mundo de hoje, com muitas das religiões e seitas que por aí se disseminam. Os líderes desses movimentos desencaminhadores fazem verdadeiras lavagens cerebrais em seus seguidores que, diante da forte persuasão acreditam numa “verdade” induzida por argumentos sedutores e tendenciosos.
Enquanto isso, muitos acabam se fechando para um mundo acreditando que a segurança reside ali naquele grupo exclusivo e preconceituoso.
Tudo isso se revela na busca não da pregação de uma doutrina mas sim da busca por dinheiro, mas é claro que os líderes (direta ou indiretamente remunerados) desses movimentos sempre negarão que agem para este fim.
Portanto, é preciso cuidado e sabedoria com os chamados pregadores das “meias verdades” – sobretudo aqueles que usam “pregações” para ganhar dinheiro e para manobrar multidões – inclusive porque, se alguém ver a luz como no caso do mito da caverna de Platão, e decida revelar a verdade para seus iguais, poderá acabar sendo “morto”, não fisicamente, mas espiritualmente, tornando-se um “estranho”dentro do grupo onde vive.
E com isso fica claro que Platão, portanto e mais uma vez, tinha razão….
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Orlando Silva – um Ministro contra SP
Publicado por Fabricio Pessoa em 6 maio, 2011
As manchetes de hoje referentes ao estádio de Pirituba informam que ele não ficará pronto antes da Copa das Confederações (como se ele hoje tivesse alguma possibilidade REAL de ficar pronto… mas enfim…).
Por conta disso, o Sr. Orlando Silva, o qual para nossa infelicidade é nosso Ministro dos Esportes, declarou que, caso a Copa das Confederações não tenha condições de ser disputada em Itaquera, neste caso ela não seria disputada em São Paulo!
Disse o Ministro, segundo o UOL: “Se o estádio do Corinthians não ficar pronto até a Copa das Confederações, defendo que São Paulo fique fora da Copa das Confederações”.
Ora, então quais são as reais intenções do Ministro do Esporte? Porquê ele só quer a Copa das Confederações no Estádio de Itaquera? Teria ele algum “outro interesse” nisso? E o mais importante: PORQUE PRIVAR O POVO DE SÃO PAULO DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES???
Pra mim, independente dos interesses uma coisa está clara: Orlando Silva é um Ministro que está, sabe-se lá porque, defendendo os próprios interesses, e que não está nem aí pro povo de São Paulo.
E, infelizmente e cada dia mais, vou ficando CONTRA a realização da Copa do Mundo em 2014…
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Não à Copa no Brasil – Excelente artigo
Publicado por Fabricio Pessoa em 5 maio, 2011
Muito bom o ensaio escrito pelo colunista da Veja Roberto Pompeu de Toledo, contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Publicada na última capa da edição desta semana da revista, ele sintetiza muito bem todos os problemas de nossa triste realidade, e (como eu) manifesta sua desilusão com a possibilidade de que a Copa venha a acontecer aqui.
Para ajudar a divulgar, transcrevo então o artigo, abaixo:
“Não foi a senhora que inventou essa história de sediar a Copa do
Mundo. Foi o Outro. Ele é que era, e continua sendo, louco por
futebol. Ele é que criou na cabeça um Brasil tão grande e influente
que terminaria com a crise do programa nuclear do Irã, arbitraria a
paz entre árabes e israelenses, ganharia um assento permanente no
Conselho de Segurança da ONU e, para encerrar, como a última firula do
artilheiro antes de fazer o gol, sediaria o Mundial de 2014. A
senhora, ao contrário, e mil desculpas se for engano, aparenta se
aborrecer mortalmente diante de um jogo de futebol. Tamb6m não é
crível, simplesmente não cabe no seu perfil, que acredite no mesmo
Brasil fantasioso do Outro. Se deu a entender que sim, isso ocorreu
apenas no período eleitoral, em que, como no Carnaval, tudo é
permitido.
“Falo, falo, e não digo o essencial”, escrevia Nelson Rodrigues. O essencial é o seguinte: por que não desistir? Não seria a primeira vez. A Colômbia, escolhida para sediar a Copa de 1986, jogou a toalha três anos antes, e o torneio mudou para o México. O Brasil não vive a mesma crise econômica nem as ameaças do terrorismo esquerdista e dos cartdis da droga que atormentavam a Colômbia no período. Em contrapartida, temos colossais problemas de infraestrutura de transportes e, se ngo enfrentamos crise econômica, não nos sobra dinheiro para erguer estádios já nascidos com a marca de elefantes brancos, como, com todo o respeito, os de Natal, Manaus e Cuiabá.
Os aeroportos já são um caso perdido, segundo estudo do Ipea, um órgão
aí da sua cozinha. Nove, entre os treze que servirão ao evento, de
acordo com o estudo, não ficarão prontos a tempo. Na semana passada,
num gesto que soa a desespero, pois contraria um dogma de seu partido,
o governo abriu a possibilidade de privatização dos novos terminais.
Mesmo que seja para valer, não serão dispensadas, é claro, as
concorrências, os contratos, as licenças ambientais, sabe-se lá mais o
quê. Mas, suponhamos que de certo, e o prognóstico do Ipea não se confirme.
Muito bem, o distinto público consegue desembarcar nos aeroportos.
Suponhamos que num dos aeroportos paulistas. Novo desafio: como chegar
à cidade? Não há trens, e as estradas vivem congestionadas. Como este
6 um exercício de boa vontade, suponhamos mais uma vez que consigam.
Problema seguinte: como chegar ao estádio do Corinthians, no bairro de
Itaquera, o escolhido da Fifa? A linha de metro que o serve está
saturada, e o tráfego nas avenidas com o mesmo destino é de fazer
chorar. Mas suponhamos, mais uma vez, que de certo. Enfim, chegamos.
Mas… aonde? A um terreno baldio. O estádio do Corinthians não 6 mais
que uma hipótese. Nem quem vai pagá-lo se sabe.
“Falo, falo, e não digo o essencial.” O essencial desta missiva,
senhora presidente, é sugerir-lhe uma estratégia. Se lhe parece
humilhante desistir assim, na lata, a sugestão é a seguinte: brigue
com a Fifa. Enfrente-a. Como o mundo inteiro sabe, a Fifa não é flor que se
cheire. É uma entidade tão milionária, e tão abusada no uso de seus
poderes, quanto são milionários e abusados seus dirigentes. Pega bem
enfrentá-los. Brigue para que reduzam suas incontáveis exigências. Que
aceitem a reforma de estádios existentes em vez de pedirem tantos
novos. Que assumam parte das despesas. A Fifa está com a corda no
pescoço tanto quanto a senhora. Na melhor das hipóteses, eles romperão
com o Brasil e partirão para uma alternativa de emergência. A culpa
não será da senhora, mas da arrogante inflexibilidade que
demonstraram. Na pior, que já nos é favorável, reduzirão as exigencias
e arcarão com parte dos custos. A senhora já tem assunto demais com
que se preocupar. Precisa livrar-se desta, com perdão pela expressão,
herança maldita.
Em paralelo, e com cuidado, a senhora trataria de reduzir o absurdo
número de doze cidades-sede para os jogos. A questão exige mais cuidado porque mexe com interesses locais e porque aqui não foi a Fifa, foi ele, o Outro, que assim quis. Com a mente intoxicada de Brasil Grande e o olho nos dividendos eleitorais, ele quis agradar ao maior número de gente possível. Agiu, na manipulação do futebol, como faziam os governos militares. Na África
do Sul as sedes foram nove; nos EUA, outro país continental, também
nove. Abater o número de sedes diminui despesas e poupa o público do
excesso de deslocamentos. Senhora presidente, ainda lhe sobra espaço
político para agir. Tal qual estão postas as coisas, as alternativas
são colapso absoluto, fiasco total ou fiasco parcial.”
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A Voracidade do Estado e a Revolta do Cidadão
Publicado por Fabricio Pessoa em 20 abril, 2011
(Parte 12 da série As Faces da Ganância)
O ano era 1848. Os EUA ainda eram um país escravocata, e estavam em guerra com o México pela área que hoje corresponde ao Estado da Califórnia.
Para financiar esta guerra, o governo americano aumentou os impostos da população naquele ano… mas esta decisão teve a oposição de uma pessoa de firme caráter, que decidiu se levantar contra este abuso…
Henry David Thoreau era contra a escravidão e contra a guerra, e por este motivo recusou-se a pagar estes impostos, vindo por este motivo a ser preso. pelo governo americano Ele pagou fiança, e assim foi libertado no dia seguinte.
Este fato o inspirou a escrever o texto que hoje é conhecido como o clássico “A Desobediência Civil”, obra que hoje é reconhecida como a pedra fundamental do chamado “direito de resistência”, exercido contra Estados opressores ou que agem em desconformidade com o desejo de seus cidadãos.
Trazendo esta história ao nosso presente, ou melhor, ao atual panorama do Estado Brasileiro, o que temos é que a corrupção existente no país – mais do que notória, frise-se – tornou-se uma instituição à parte dentro de sua estrutura. Além disso, as decorrências desta nefasta prática têm prejudicado a tal ponto o planejamento nacional, que não resta ao governo outra coisa a fazer a não ser aumentar seus impostos, para garantir que suas metas e projetos possam ser mantidos – ao invés de combater a corrupção e punir os seus responsáveis.
Esta punição, evidentemente, num sistema democrático se daria por meio do Poder Judiciário, mas como sabemos este Poder não tem evitado a proliferação da corrupção.
O que resta, então, seria a revolta do cidadão do comum. Infelizmente, hoje nossa sociedade tem se mostrado omissa (senão passiva) contra esta prática do governo (aumento de impostos com corrupção), e assim somente uma mudança EFETIVA na maneira de pensar da sociedade poderá reverter este quadro.
Diversas práticas poderiam ajudar, num primeiro momento, como o questionamento constante aos políticos nos quais você votou, o questionamento público dos suspeitos de corrupção, o reconhecimento das boas práticas públicas, etc. Eu procuro fazer isso, e espero que muitos mais façam também.
Entretanto, é preciso que isso seja feito DE FORMA MACIÇA pela população, caso contrário isso não funcionará. E aí, não restará outra forma de evitar a proliferação desta prática a não ser a revolta social.
Tomara que isso não seja necessário…

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