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DEZ SUGESTÕES PARA O FUTURO DAS GRANDES CIDADES BRASILEIRAS

Posted by Fabricio Pessoa em 30 junho, 2016

Com colaboração da BrasilFuturo (http://www.facebook.com/brasilfuturo)

Na data de ontem tive a honra de participar de um painel sobre o futuro das cidades, que contou com a presença do vereador Ricardo Young e membros do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP. Na esteira das muitas ideias e reflexões que brotaram do encontro, se mostra mais do que necessário que sejam ampliados e aprofundadas as discussões sobre este tema, e assim venho deixar minhas

 

DEZ SUGESTÕES PARA O FUTURO DAS GRANDES CIDADES BRASILEIRAS

 

  1. Engajamento universal para melhoria da educação da primeira infância: recentemente foi promulgada a Lei número 13.257/2016, que dispõe as políticas públicas para a primeira infância e que aguarda regulamentação. Trata-se de um momento ímpar para a rediscussão e para ampliar o engajamento de toda a sociedade, no sentido de uma efetiva revolução educacional que certamente contribuiria para uma sociedade brasileira melhor.
  2. Erradicação do analfabetismo funcional: temos hoje baixos níveis de analfabetismo, mas os índices de analfabetismo funcional ainda estão muito altos. É importante o desenvolvimento de um projeto social para a formação de adultos funcionalmente alfabetizados, ou seja, com capacidade de interpretação e julgamento de textos.
  3. Retorno da disciplina de “Educação Moral e Cívica”: em tempos de desvirtuamento ou mesmo perda de valores sociais, se mostra necessário resgatar valores morais que não têm sido – infelizmente – propagado dentro de uma parcela considerável das famílias, sobretudo nos grandes centros urbanos. O retorno desta disciplina se mostra até como uma medida urgente a ser adotada, para frear e, quem sabe, erradicar esta “depreciação” de nossos parâmetros mínimos de civilidade.
  4. Desenvolvimento de tecnologias de reciclagem doméstica: para evitar o aumento dos lixões e para garantir a destinação adequada de resíduos domiciliares, a criação de equipamentos que pudessem processá-los já nas casas seria um grande avanço socioambiental.
  5. Restruturação do zoneamento urbano , com microbenefícios fiscais: alguns municípios estão desenvolvendo novas regras de zoneamento com base nesta premissa, não apenas para manter trabalhadores perto de suas casas como também para melhor distribuir a concentração econômica nas cidades. É uma iniciativa que merece ser ampliada.
  6. Delimitação e ampla divulgação dos espaços de convivência urbana: Os órgãos públicos devem instituir e comunicar a coletividade da existência de áreas destinadas ao uso social, cultural e esportivo. Como exemplo, São Paulo tem hoje 20 áreas que são fechadas aos carros, nos domingos, para uso dos cidadãos. Além de sua criação, entretanto, elas precisam ser correta e maciçamente informadas aos munícipes.
  7. Divulgação de eventos organizados por grupos específicos (“tribos”): Muitas pessoas têm peculiaridades, hobbies ou gostos específicos, e têm dificuldade em encontrar outras que compartilhem das mesmas preferências. A divulgação pública de eventos organizados por “grupos de afinidades” aproxima, integra e alegra os integrantes dos “agrupamentos de afinidades”.
  8. Flexibilização das celebrações de Parcerias Público-Privadas: Instituídas no país pela Lei Federal 11.079/2004, a Lei das PPPs institui normas para regular a licitação e a contratação de destas parcerias em todas as esferas do executivo. No início, foi muito badalada, mas hoje é muito pouco utilizada, por incompreensão ou mesmo receio de autoridades e empresários. É fundamental reavivar e flexibilizar o uso desta ferramenta de política pública para dinamizar a gestão de bens e de serviços públicos.
  9. Incentivo efetivo a atividades culturais: criar espaços, divulgar e estimular os cidadãos a participarem de festejos e atividades relacionados com a tradição cultural devem ser priorizados pelos governantes municipais, para manutenção da memória cultural nacional.
  10. Concessão de benefícios fiscais a “tetos verdes” e à implantação de novas tecnologias ambientalmente relevantes, e criação de espaços arborizados: itens autoexplicativos.

Enfim, estas são apenas algumas sugestões para o futuro das cidades, para a reflexão de cidadãos, empresários e governantes. É preciso que sejam tomadas medidas urgentes para que seja evitado o colapso dos adensamentos urbanos brasileiros, e apenas com conscientização, ação decidida e resiliência será possível reverter a tendência atual.

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A Inglaterra vai sair da União Europeia. E agora?

Posted by Fabricio Pessoa em 24 junho, 2016


Com contribuição da BRASILFUTURO


Ocorreu ontem no Reino Unido um plebiscito tenso sobre a possibilidade de sua saída da União Europeia, o que acabou se concretizando.  Os reflexos desta decisão dos britânicos já começam a ser sentidos, como por exemplo a violenta queda da bolsa de valores da Inglaterra hoje, a maior em sua história.
Analisando as regiões votantes, vemos que o desejo de permanência do Reino Unido na União Europeia venceu principalmente entre os moradores das regiões mais industrializadas da Inglaterra, além da Escócia e da Irlanda do Norte, enquanto que os votantes das zonas do interior do país foram as determinantes para a efetiva saída. Ou seja, de fato a preocupação com a segurança (e não com a perda de empregos ou com a queda na atividade financeira ou industrial) parece ter sido determinante para o resultado do plebiscito.

Além do âmbito interno, estes reflexos certamente se farão sentir em todo o mundo, a começar pela própria União Europeia. Em primeiro lugar, é uma forte reação à recente onda migratória decorrente principalmente da guerra na Síria, o que acirrará ainda mais os ânimos dos xenófobos e simpatizantes da extrema direita no continente europeu. Neste sentido, inclusive, já vemos o começo de movimentos na França, Holanda e Bélgica, também requerendo plebiscitos locais para que a saída da UE possa também ser objeto de consulta pública. Ah, e além disso vem aí o segundo plebiscito sobre a independência da Escócia…

A saída do Reino Unido também é uma enfática resposta à chanceler alemã Angela Merkel, grande artífice do processo de acolhida dos refugiados sírios, a qual para alguns (eu inclusive) seria a responsável pelo início do movimento que culminou com este “Brexit”.

Sendo assim, qual o futuro do panorama mundial a partir de agora? Seguem alguns cenários que deverão ocorrer, principalmente no longo prazo:

– Há um grande risco de “implosão” dos conceitos que levaram à criação da União Europeia, inicialmente em relação ao livre trânsito estipulado entre seus países integrantes por meio do Tratado de Schengen, e depois quanto aos próprios tratados de livre comércio e livre emprego, já que a atual situação da EU claramente não tem ajudado a gerar empregos nem a melhorar os parâmetros de qualidade de vida na região;

– Sairão ganhando em termos comerciais os países da Commonwealth, uma vez que o Reino Unido – que já tem diversos tratados com os países que o integram – deverá envidar esforços para direcionar uma parcela maior de sua produção e recursos para esta Comunidade;

– O Brasil poderá também ser beneficiado com esta saída (no longo prazo, repito), pois agora ele poderá fazer um acordo comercial bilateral interessante com o RU, de forma desvinculada com a EU. O turismo brasileiro também poderá ser beneficiado com o Brexit, pois as férias dos britânicos dentro do continente europeu ficarão pelo menos 15% mais caras daqui por diante;

– Esta decisão também deverá elevar o custo do petróleo e derivados para o Reino Unido, o que empurrará o preço do barril de petróleo no mercado internacional;

– Quanto aos imigrantes, devemos ver restrições e controles adicionais em todos os países europeus, para proteção de seu mercado interno, o que pode gerar insatisfação e desconfiança dos países fora do continente. O reflexo destes sentimentos poderá, em última análise, causar novos ataques terroristas na Europa.

As próximas semanas serão cruciais para a restruturação política do Reino Unido, principalmente em função da renuncia do premiê David Cameron, mas o fato é que a política sócio econômica da Europa vai mudar a partir de agora, com inevitáveis efeitos em todo o mundo. Esperemos que estes efeitos sejam – pelo menos no longo prazo – positivas sobretudo para os jovens, e que não gerem impactos danosos às transações comerciais globais. Esperemos…

 

 

 

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