CONSPIRAÇÕES

Contestação, Qualidade de Vida e Atitude na WEB

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Mudando valores no mundo corporativo

Publicado por Fabricio Pessoa em 15 novembro, 2011

Você ouviu ou leu algo sobre os participantes dos movimentos “Ocupem Wall Street” ou “The 99 Percent” (site oficial clicando aqui)? Provavelmente não, ou muito pouco, certo?

Isso não é de se espantar, afinal de contas estes protestos têm como objetivo sensibilizar os principais responsáveis pela economia mundial – ou seja, os executivos que fazem parte da cadeia de controle dos canais de mídia, bancos e corporações do mundo – repensem a forma com que interferem na distribuição de renda mundial.

Este movimento é feito por pessoas que desejam, no fundo e com exceção dos extremistas de plantão, não apenas atuar como um bando de “Robin Hoods” do mundo capitalista, mas sim fazer com que todos possam refletir sobre os valores que hoje estão movendo o mundo, e sobre o quanto eles precisam mudar.

Estes valores se resumem principalmente numa mudança de ótica, no que tange à finalidade do processo produtivo industrial. É preciso que o principal objetivo das empresas saia do “ter” e passe a buscar um verdadeiro “ser”. E este “ser” não deve ser entendido como uma mera continuidade de atividades, e sim uma procura constante de melhoria nas relações humanas, indo além do discurso marqueteiro e das ações ambientalóides, e buscando de fato compartilhar resultados e ações com o objetivo de criar novos diálogos,  melhorar e inspirar positivamente a vida de seus empregados, investidores e consumidores.

Pensando nisto, e para que o CONSPIRAÇÕES passe a integrar de uma forma mais aberta os movimentos acima, segue abaixo uma lista de recomendações – meu lado revoltado queria muito falar em “exigências”, mas estou muito longe de poder exigir algo dessa gente, rsrsrs… – para que bancos, mídias e empresas atuem neste processo de uma forma realmente transparente e colaborativa para a (re)construção de uma sociedade verdadeiramente humanista. Aí vai:

- Fim do conceito de “externalidade” em procedimentos contábeis de qualquer espécie (se você não sabe o que é externalidade, assista ao imperdível “The Corporation”);

- Ampliação dos parâmetros da Lei Sarbannes-Oxley (SOX), abrangendo auditorias referentes ao impactos sociais e culturais das fábricas nas localizades em que se encontram;

- Celebração de um tratado internacional estabelecendo a destinação de um mínimo dos lucros das empresas para distribuição entre os seus funcionários, na proporção de cada grau de escolaridade;

- Criação de um sistema de auto-regulação, para fiscalização da efetividade das ações ambientais feitas pelas empresas, onde apenas após o aval deste sistema estas ações poderiam ser divulgadas e ser utilizadas como subsídios tributários;

- Estímulo à transparência corporativa, de forma a que as corporações sejam obrigadas a publicar o processo de escolha de seus principais dirigentes na internet;

- Reavivar a fiscalização do trabalho nos países, estimulando o aumento na fiscalização dos órgãos de controle junto às empresas, sobretudo para verificação das condições de trabalho, da prestação de horas extras não remuneradas e das ações corporativas que impactam seus aposentados e os dependentes de seus empregados;

- Promover parcerias entre os poderes públicos e as empresas, nos quais estas últimas se comprometeriam a divulgar as suas margens de lucro, referentes a produtos específicos, em troca de benefícios na exportação ou na sua publicidade.

Se você gostou, ajude a divulgar, repassando este texto para seus amigos e para empresas. E se tiver sugestões para esta lista, mande pra gente, que a adicionaremos com o devido crédito.

Vamos mudar o que está aí…

Obrigado!

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