Gostei do tema, hehe.
Muito bem, todos nós agora em um determinado momento da vida temos ou tivemos um “ideal” de amor por alcançar, não necessariamente perfeito mas pelo menos minimamente adequado aos nossos valores, correto?
Errado!!! Além de tudo o que pensamos usualmente, por devaneios, esperanças ou constatações compartilhadas em mesas de bar, casas de amigos, salões de cabelereiro (mulheres) e churrascos pós-pelada (homens – não se aplica aos nerds), algumas outras coisas DEVEM ser levadas em consideração neste campo tão obscuro (uai, e não é?) de nossas vidas.
Assim, cônscios do relevante papel social desempenhado por este modesto veículo, o CONSPIRAÇÕES traz agora as DEZ COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O AMOR, presunção à parte (hehe). Pois aí vão elas:
1) Não sabemos nada sobre o amor. Você já parou pra pensar que, em termos históricos, as pessoas (e considerando aqui a humanidade como um todo) passaram a ter a possibilidade de escolher de fato com quem queriam passar o resto de suas vidas HÁ MENOS DE CEM ANOS!!! Em termos de história humana, portanto, isso é praticamente nada!!! Não está nos nossos genes, não está nas tradições culturais sociais, e portanto simplesmente ainda não sabemos muito bem como escolher alguém. Simples. Tal constatação pode parecer cruel, mas é bastante útil se levarmos em conta o item
2) Se ninguém sabe como Amar, porque encanar? Se tem uma música que mudou minha vida (e quem já ouviu meu relato sobre isso sabe muito bem do que eu tou falando), ela é a “Don`t Worry, Be Happy” do Bobby Mc Ferrin (a qual aliás voltei a ouvir muito ultimamente). Se não temos – e acho que nunca teremos – uma noção clara do que queremos, a melhor alternativa que temos é, simplesmente, procurarmos nos divertir de forma construtiva dentro de uma relação. Isso implica em muitas outras coisas, mas acho que “diversão construtiva” é um termo muito bom pra trazer leveza e verdade ao conceito de amor. Mas é claro que isso não impede que acontecam coisas sérias e imprevísveis, as quais se resumem no seguinte:
3) NADA impede que seu par queira terminar a relação de um dia pro outro e de forma totalmente inesperada pra você. Alguma dúvida que isso pode acontecer? Pois bem, isso já aconteceu comigo, e com muuuitos outros casos que conheci vida afora. Isso acontece na maior parte das vezes por falta de diálogo, ou por medo de expor a verdade que existe no coração de um ou de outro. E aí… bom…
4) Não condicione a SUA felicidade ao fato de estar com alguém. É simplesmente IMPRESSIONANTE a quantidade de pessoas com quem converso e que diz que é bastante segura de si e que não faz isso, mas que no final das contas acaba criando alguma forma de dependência com seu par. Deixar isso acontecer é errado, não importa se você tem um dia, um ano ou um século de relação. E quando falo em dependência estou me referindo em todos os seus níveis, inclusive psicologicamente e financeiramente. Este racioncínio, aliás, nos leva à concluir que…
5) Amar não é um olhar apenas para o outro, mas sim os dois olharem para a mesma direção. Bela frase essa, que não é minha mas sim de Saint-Exupery (tks ao Presidente Ikeda por me ensinar mais essa…), e é uma imensa verdade quanto à forma ideal de se levar uma relação. Acredito que para se chegar a isso é preciso encontrar um equilíbrio entre o que se quer para si e o que se quer para a pessoa com quem você está. E que um procure inspirar e alegrar o outro. O resto é coisa pequena. Mesmo. Uma forma bastante interessante de colocar isso em prática é a seguinte:
6) Location… location… location… Essa frase é muito usada no meio imobiliário dos países de língua inglesa, mas passou a ser sinônimo de uma idéia que, traduzida pro português, seria algo como “pense sobre o lugar onde você está”. Levando isso pro campo do coração, isso significa: “procure ter a melhor relação do mundo aqui e agora”. E é claro que essa melhor relação deve começar DENTRO da sua cabeça. Óbvio? Fácil? Nem tanto, especialmente nos momentos em que você se sentir “só”. Aliás, outro paradigma que já foi pras cucuias faz tempo tem a ver com o fato que …
7) Estar só é legal. MUITO legal. O ato de não estar com alguém pode ser bastante divertido e atraente pra você. Basta se conscientizar das vantagens disso (que, acredite, não são poucas, ainda mais neste mundo de múltiplas opções) e curtir. Há quem prefira até estar assim porque isso permite uma forma de amar totalmente sincera e dedicada ao próximo (equivalente ao Ágape, já já falo mais sobre isso…), o que é bastante louvável, mas, independente disso e do que você quer de verdade pra você, é extremamente importante considerar o seguinte:
Muita calma nessa hora. Pés no chão e cabeça nas estrelas? Legal, mas nem tanto. Digo isso porque um único pensamento idealizado sobre o que seria um amor ideal, ao ser repetido muitas e muitas e muitas vezes, acaba se tornando uma fixação que pode (eu disse PODE) acabar alienando a mente, fazendo que o ato, ou melhor, o pensamento de curtir o momento (carpe diem, lembra?) seja trocado pelos devaneios sobre um ideal passional que – sejamos francos – jamais vai acontecer. Isso acontece pelo manjado e verdadeiro choque entre a realidade e o mundo ideal que existe em nossas mentes, e pra que isso diminua, segue um conselho:
9) Seja a mudança que você quer ver no mundo. Essa frase de Gandhi é bastante útil tambem no campo do coração. Se você quer alguem que corresponda exatamente ao que você quer, será que você age exatamente da mesma forma? E se você quer que as relações entre as pessoas sejam diferentes das que você vê hoje em dia, será que você conversa com os demais a respeito, e age tambem da forma que gostaria? Essa reflexão, inclusive e somada a todas as demais acima, me fez chegar a uma conclusão bastante pertinente quando falamos de amor nos dias atuais, que é…
10) Amar é um ato de coragem. Isso é muito bonito! Para amar de verdade precisamos abrir mão de nossos egoísmos (algo extremamente difícil no mundo de hoje) , passar a ver as coisas de uma outra forma, e sobretudo exercitar novamente a compaixão, a tolerância e o respeito. Fazer isso nos torna mais humanos, acima de tudo, e tambem nos remete à mais bela forma de amor, que é aquela que se reflete não apenas em uma pessoa, mas em toda a humanidade – o chamado “Ágape” grego, palavra que simboliza o amor incondicional, com auto-sacrifício ativo, pela vontade e pelo pensamento. Enfim, qualquer que seja o conceito de amor que você tenha, considere sempre essa possibilidade em seus pensamentos, palavras e ações. Tenha coragem para agira assim, e todas as formas de amor certamente não apenas surgirão em sua vida como também se farão transparecer para o mundo à sua volta.
Enfim, estas são algumas reflexões breves a respeito… mas que acho que todo mundo deveria saber…
